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Empresas EUA pedem ao governo Trump, não taxem o Brasil

Grandes empresas dos Estados Unidos, como Tesla, Nestlé, Coca-Cola e eBay (comércio eletrônico), enviaram cartas ao USTR - Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos alertando para os perigos das taxas adicionais aos produtos brasileiros. A investigação da Seção 301 avalia impor novas tarifas ao Brasil, após relatório concluir que políticas e práticas do Brasil são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio estadunidense.

A investigação do USTR é a mesma que atacou o PIX. O Escritório recomendou ainda, uma taxa extra de 12,5% ao Brasil por entender que o país falhou em proibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Se aprovadas as tarifas, o Brasil poderia acumular, entre os 25% recomendados às mercadorias brasileiras e os 12,5% da lista do trabalho forçado, uma taxa de 37,5% para exportações aos Estados Unidos, próximo aos 40% do “tarifaço” do ano passado. A taxação extra, no entanto, prevê algumas exceções para produtos que poderiam causar “disrupções” em toda a economia caso fossem submetidos a tarifas adicionais, além de “determinados produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos, nem obtidos de outras fontes”.

A Coca-Cola, por exemplo, clamou para que as laranjas brasileiras mantenham a mesma carga tributária e que os limões possam ser retirados da taxação, uma vez que a tarifa atrapalharia a cadeia de produção da empresa e seus custos. A Nestlé pediu a inclusão de café solúvel e colágeno bovino na lista dos excluídos de tarifas, em razão da baixa produção estadunidense desses insumos.

A fabricante de veículos elétricos Tesla argumentou que o USTR deve considerar o impacto dessas tarifas na cadeia de suprimentos. Mais conhecida pelo seu dono, Elon Musk (que foi integrante do governo Trump até maio do ano passado), a Tesla destaca a necessidade de produtos de origem brasileira para sua operação e que as restrições afetarão não apenas a empresa, mas toda a indústria estadunidense.

A proposta de tarifa passou por uma consulta pública antes de ser oficializada. O governo de Donald Trump recebeu comentários por escrito. A partir de agora, o USTR realizará audiências públicas para discutir as ações propostas e deve definir quais produtos estarão excluídos da lista de tarifas.

Flávio discursou por 5 minutos, pedindo o cancelamento (inicialmente a prorrogação) das tarifas, coisa criticada até por outros pré-candidatos, pois deveria tentar ser contra e não foi.

Ele argumentou que a medida seria o "pior momento possível" e acabaria beneficiando politicamente a campanha de reeleição do presidente Lula. Também disse que o governo federal, não enviou nenhum representante, está fazendo política, pois todos sabem que nessa audiência pública, não era o local para manifestação governamental.

Sabemos que essa decisão é muito mais política do que comercial dos americanos, do Trump.


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