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Nunes Marques é negacionista legado mais nefasto do bolsonarismo

Extrema Direita acende o sinal amarelo
Extrema Direita acende o sinal amarelo

Mayra Goulart, Doutora em Ciência Política pelo IESP/UERJ - Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que lideranças defensoras da democracia brasileira precisam “acender o sinal amarelo” por causa das investidas do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL/RJ no TSE - Tribunal Superior Eleitoral.

A cientista política fez referência à decisão anunciada pelo ministro do TSE Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão de uma pesquisa da Atlas/Bloombergl após a repercussão da informação sobre a queda de Flávio Bolsonaro.

O magistrado teria atendido a um pedido feito pelo senador, a decisão de Nunes Marques “alimenta um dos legados mais nefastos do bolsonarismo, que é o negacionismo da pesquisa, da ciência, das instituições. Esse descrédito me preocupa”, alertou a especialista.

Em 14 de abril deste ano, o Plenário do TSE elegeu Nunes Marques para o cargo de presidente da Corte e terrivelmente evangélico André Mendonça que foi eleito vice-presidente do Tribunal. Os dois também são ministros do STF e foram indicados por Jair Bolsonaro quando era presidente.

A cientista política afirmou que a metodologia de pesquisas eleitorais pode ser questionada, mas não de forma banal. Para ela, a decisão de Nunes Marques reforça uma marca política associada ao bolsonarismo, “Kassio Nunes sempre foi mais político do que jurista e não tem vínculos com outros segmentos que deem a ele forças para resistir a pressões do bolsonarismo, que está desesperado, acuado”, complementou.

A analista também chamou atenção para o risco de substituição de critérios científicos por disputas narrativas. Segundo ela, sem parâmetros rigorosos para avaliar pesquisas e trabalhos publicados, prevalece a “subjetivação da realidade”.

Mayra acrescentou que a extrema direita atua no ambiente digital por meio de “estruturas particulares radicalizadas”, com conteúdo que exploram a “dimensão de absurdo, tende a rentabilizar mais aqueles que o fazem”.

De nada adiantou essa manobra autoritária, de tentar impedir a divulgação da queda nas pesquisas, pois a Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, dia 10 confirma o derretimento de Flávio Bolsonaro após a revelação da relação de “irmandade” com Daniel Vorcaro e a submissão a Donald Trump nos EUA. Na frente da disputa, Lula abriu 10 pontos no primeiro turno.

S egundo o levantamento, Lula manteve os 39% de intenções de votos no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro caiu 4 pontos, de 33% para 29%, entre maio e junho.

O percentual perdido, não migram para outros da Extrema Direita, Zema ou Caiado que estão empatados com Renan Santos com 2%, A pesquisa mostra um derretimento ainda maior de Flávio Bolsonaro no segundo turno após o escândalo Master.

No mês seguinte, com as trocas do senador com Vorcaro, Lula assumiu a dianteira. Na pesquisa atual, o presidente abriu 6 pontos de vantagem e venceria a disputa fora da margem de erro, por 44% a 38%.


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