PF continua com várias operações do Master
- JoCA NEWS

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O senador Jaques Wagner do PT/BA, líder do governo no Senado Federal, é um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira, dia 18 pela PF - Polícia Federal.
De acordo com o documento que autoriza a operação, de autoria do ministro do STF - Supremo Tribunal Federal André Mendonça, a investigação identificou elementos que indicam "recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar", em trecho da decisão diz, "apura-se a possível relação ilícita entre gestores do Banco Master, notadamente Augusto Ferreira Lima e Daniel Bueno Vorcaro, e o Senador Jaques Wagner. A Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado".
Os elementos citados na decisão apontam que as vantagens incluíam uso gratuito de aeronaves, estruturação de pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais.
Em outra investigação, a Polícia Federal encontrou um comprovante bancário de R$ 7 milhões na residência de Manoel Mendes Rodrigues, de acordo com os investigadores, Daniel Vorcaro teria contratado Rodrigues no Rio de Janeiro para perseguir ex-colaboradores do Banco Master entre 2024 e 2025.
Além do comprovante desse valor, os agentes recolheram outros materiais considerados relevantes para a apuração.
Entre os itens apreendidos estão um cheque de R$ 40 mil, sete cheques de R$ 25 mil, dois celulares e um computador.
De acordo com o relatório, Rodrigues aparecia em mensagens analisadas pela PF como integrante da chamada “Turma do Rio”, grupo que teria atuado em ações de interesse de Vorcaro.
As apurações indicam que integrantes do grupo participaram de abordagens e episódios de intimidação contra ex-funcionários ligados ao Banco Master.
Como funcionava o esquema, segundo a PF
Os policiais afirmam que Luís Phillipe Mourão, contratado pelo banqueiro identificado em mensagens pelo apelido de “Sicário” (significa matador profissional, pistoleiro, que se suicidou na prisão), intermediava os contatos entre Daniel Vorcaro e Manoel Mendes Rodrigues.
Segundo a PF, Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, repassava cerca de R$ 1 milhão por mês para Mourão. Os valores seriam posteriormente distribuídos entre diferentes grupos envolvidos nas operações investigadas.
O s crimes de Daniel Vorcaro estão muito além das famigeradas redes de corrupção brasileiras, trata-se não apenas de cooptação de políticos e de quadros técnicos de governos para favorecimentos e enriquecimento nos ambientes financeiros, mas da adoção sem pudor de práticas mafiosas para solução mesmo de entreveros de ordem pessoal ou amorosa.
São tantos crimes, mas, agora surgiu o banqueiro-mafioso, disposto a investir R$ 10 milhões na empreitada, foi o FLAKING, termo que designa “PLANTAR” drogas e forjar uma situação de flagrante policial.
Tem muita sujeira nesse caso Banco Master, Daniel Vorcaro.



