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Será que iremos nos tornar uma Argentina

há 9 horas
2 min de leitura
Vamos acompanhar os movimentos
Vamos acompanhar os movimentos

O que preocupa com o que acontece na Argentina, é que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro e sua equipe econômica, já afirmaram que, em caso de vitória, irão implantar o modelo econômico do país vizinho.

Será que eles sabem o que está acontecendo por lá?.


A Argentina registrou o fechamento de 31,3 mil empresas, entre novembro de 2023 e junho de 2026, período, que coincide com a gestão do presidente Javier Milei, também foi marcado pelo encerramento de 245 mil postos formais de emprego, segundo levantamentos de centros de pesquisa, mas, deve ser mais, pois o sistema de controle é falho.


O informe Monitor Mensal de Empresas, da FUNDAR que é o centro de pesquisas argentino voltado para o estudo e o desenho de políticas públicas de desenvolvimento, que aponta uma queda no número de companhias é comparável à registrada durante a pandemia. Dos 18 setores analisados, 14 apresentaram retração, com impactos em 23 das 24 províncias argentinas. A única exceção é Neuquém, onde a exploração de gás natural em Vaca Muerta impulsionou as exportações.

A indústria acumulou retração nos 12 meses encerrados em julho. O setor de equipamentos eletrônicos e médicos teve o pior desempenho, em um ano, conforme dados do INDEC - Instituto Nacional de Estatísticas e Censos. No último mês, 709 companhias fecharam as portas, incluindo empresas com mais de 50 anos de atividade nos ramos de metalurgia e têxtil.


Entre novembro de 2023 e junho de 2024, houve a perda de 245,6 mil empregos privados registrados, segundo o CEPA - Centro de Economia Política Argentina. A perda foi compensada por um aumento de 169 mil trabalhadores autônomos.

O cenário contrasta com a queda da inflação anual, que baixou de 289% em abril de 2024 para 33,5% em agosto deste ano, mas, a que custo. Paulo Gala, professor de economia da FGV/SP - Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, afirmou que a estabilidade é frágil e tem resultado de cortes de gastos e moeda sobrevalorizada, o que prejudica a indústria. O economista citou a dívida externa de US$ 350 bilhões como fator de fragilidade.

O presidente Javier Milei rebateu as críticas em conferência no final de agosto. Ele citou indicadores positivos de exportações, consumo privado e o crescimento do PIB - Produto Interno Bruto. Milei afirmou que empresários que dependem do Estado, a quem chamou de “capitalistas de compadrio”, precisam falir.

As exportações aumentaram, devido ao câmbio oficial do mercado financeiro atual, onde 1 dólar americano equivale a cerca de 1.525 pesos, imagine a situação da população, que está desempregada, preços altos.

As eleições gerais estão agendadas para ocorrer na Argentina em 24 de outubro de 2027. Os eleitores elegerão o presidente e o vice-presidente do executivo, membros da Câmara dos Deputados e do Senado, e os governadores da maioria das províncias. O atual presidente, Javier Milei, concorre à reeleição para um segundo mandato, mesmo tendo várias denúncias de corrupção, inclusive de sua irmã Karina Milei, que ocupa o cargo de secretária-geral da Presidência e é o centro de uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção e pagamento de propinas no governo.


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