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Grupo Stellantis cita eleição no Brasil e pode fechar fábricas

há 10 horas
2 min de leitura
Chantagem eleitoral?
Chantagem eleitoral?

Apesar das boas vendas no Brasil, o Grupo Stellantis está cauteloso quanto aos rumos do mercado na América Latina e, em especial, na Argentina. Segundo o presidente do conglomerado na região, Herlander Zola, demonstrou insatisfação com a falta de previsibilidade nas regras para a indústria automotiva e afirmou que o resultado da disputa presidencial entre Lula e Bolsonaro poderá influenciar as próximas decisões da dona de Fiat, Jeep, Peugeot e RAM.

Na Argentina, onde a queda nas vendas e os altos custos de produção já preocupam a empresa, a situação é ainda mais delicada. Zola admitiu que pode fechar até duas fábricas mantidas no país vizinho, caso de El Palomar, responsável pelos Peugeot 208 e 2008, e de Córdoba, onde são produzidas as picapes Fiat Titano e RAM Dakota.

Embora o Brasil continue sendo o principal mercado da Stellantis na América do Sul, respondendo por 65% do volume regional, Zola teme que a indefinição sobre as políticas para a indústria automotiva dificulte os investimentos nos próximos anos.

A preocupação envolve principalmente o avanço das fabricantes chinesas e as condições oferecidas para quem produz veículos no país, diante da possibilidade de importar carros prontos ou montá-los a partir de kits vindos do exterior, "Enquanto não tivermos previsibilidade sobre o que vai acontecer no mercado brasileiro, é difícil tomar com segurança qualquer decisão industrial na América do Sul", durante uma conversa com jornalistas em São Paulo.

N a avaliação de Zola, a discussão precisa acontecer independentemente de quem vencer as eleições, já que o grupo depende de regras claras para decidir onde produzir seus próximos veículos. Isso inclui definir como o Brasil pretende proteger a indústria instalada no país e quais condições serão oferecidas às novas fabricantes, especialmente aquelas que ainda dependem de componentes importados.

Depois de fechar fábrica, NISSAN agora abandona operação própria na Argentina.


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