Brasil – Decisão do Ministro do STF - Flávio Dino sobre supersalários
- JoCA NEWS

- há 3 dias
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Todos os políticos devem apoiar a medida, assim como qualquer eleitor, independente se for de direita, esquerda, ou “não é nada”, foram as palavras do Senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos/MG apoiou publicamente a decisão do STF - Supremo Tribunal Federal Flávio Dino de suspender os “penduricalhos” dos 3 poderes e, com eles, os “supersalários”. Segundo o Senador, é uma “obrigação” para os políticos apoiarem essa medida.
Não sabemos se é uma mensagem eleitoreira de influenciador ou se reflete mesmo a opinião popular, todo e qualquer político eleito, preocupado com o dinheiro público deveria respeitar a Constituição, as Leis o Bom Senso e seus eleitores.
O Brasil é essencialmente um país pobre, tem 213,4 milhões de habitantes, desses, 48 milhões têm empregos com Carteira de Trabalho assinada. Nesse universo de trabalhadores formais, só 0,5% têm renda mensal igual ou acima de R$ 32.420 (maior faixa conhecida das estatísticas oficiais), isso equivale a cerca de 250 mil pessoas, portanto, quem ganha acima desse valor por mês pode ser considerado muito rico para padrões brasileiros.
Hoje, o teto constitucional das remunerações no serviço público em todos os níveis é de R$ 46.366,19, essa cifra é bem acima do que o brasileiro rico recebe mensalmente.
Houve uma época em que esses funcionários com salários mais altos eram chamados de “marajás”.
O 1º presidente da República eleito pelo voto direto depois da ditadura militar, de 1964-1985, Fernando Collor de Mello, fez sua campanha inteira em 1989 se autoproclamando um “caçador de marajás”, Collor venceu e tomou atitudes equivocadas com algumas demissões em massa que não tiveram outro efeito a não ser criar uma dívida jurídica para a União – os funcionários dispensados foram à Justiça e ganharam, em muitos casos, indenizações milionárias. Tudo isso é história. Collor sofreu impeachment em 1992 e hoje está em prisão domiciliar com a tornozeleira eletrônica, após ter sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.



