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Brasil fim da escala 6x1, Argentina retira direitos e permite jornada de até 12 horas por dia

Política dos países
Política dos países

Enquanto no Brasil se discute a possibilidade de acabar com a escala 6x1em linha com a pressão que tem feito diversos países do mundo adotarem jornadas mais curtas em busca de maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal — a Argentina caminha na direção contrária.

Em meio a altas taxas de informalidade e crescimento no desemprego, o país aprovou em fevereiro uma reforma que promete "modernizar" as relações trabalhistas, gerar investimentos e ajudar a recuperar a economia, como defende o governo de Javier Milei, um retrocesso e uma ameaça aos direitos e bem-estar dos argentinos, que passaram a comer carne de Burro, e pensar que antes, eram famosos por comerem as melhores carnes bovinas do mundo.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, dia 27, em 2 turnos, a PEC - Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1, foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.


O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates do Republicanos/BA, a deputada Erika Hilton, do Psol/SP, propôs escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Revoltados com a vitória do governo, a oposição (CENTRÃO, PL) decidiram apoiar a votação da jornada 4x3, classificada pelos empresários como, totalmente irresponsável.

Para conhecimento

" O país está pronto para a semana de cinco dias de trabalho. Seguramente é algo que deve se espalhar por toda a indústria. Já é hora de nos livrarmos da ideia de que é 'tempo perdido' o lazer dos trabalhadores, ou um privilégio de classe", há cem anos atrás, no 1º de maio de 1926. Não foram proferidas por um operário, um líder sindical, um militante socialista ou um político trabalhista, o pronunciamento foi feito por um dos maiores magnatas da história da humanidade, o engenheiro mecânico e empresário Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, considerado um pioneiro no formato industrial conhecido como linha de montagem em série.

A partir daquela data, a jornada 5x2 se tornaria praxe em todo o seu gigantesco parque fabril — com 40 horas de trabalho por semana.

A ideia de aumentar o fim de semana do trabalhador superava, a favor do proletariado, o que havia sido determinado em 1919 pela OIT - Organização Internacional do Trabalho — e havia se tornado padrão internacional por convenção: o teto praticado era de 48 horas semanais.

Estamos muito atrasados, e os empresários, querem adiar a votação para após as eleições, sabem porquê?, para poderem fazer pressão, lobby nos políticos para não aprovarem.


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