Editorial - Trump convida Lula em Conselho de Paz na Palestina
- JoCA NEWS

- 23 de jan.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou que fez um convite ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para fazer parte de seu polêmico Conselho de Paz, projeto que pretende funcionar como uma espécie de organismo internacional apócrifo (considerados falsos, autoria duvidosa ou não reconhecidos oficialmente) das Nações Unidas.
O assunto surgiu, durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, quando uma repórter brasileira, questionou Trump sobre o convite e qual função ele imaginava para Lula, especialmente em meio às tensões entre EUA e Venezuela.
Trump confirma convite a Lula e fez uma declaração
O republicano não só confirmou a informação sobre o convite feito ao petista como foi enfático ao elogiar o líder brasileiro, “Um grande papel. Eu gosto dele”, afirmou.
O Conselho de Paz, idealizado por Trump, tem como foco inicial a reconstrução e a manutenção da paz na Faixa de Gaza, mas poderá atuar em outras zonas de conflito ao redor do mundo.
Uma das regras mais curiosas da proposta é a possibilidade de membros exercerem mandatos de 3 anos ou, se preferirem, ocuparem cargos vitalícios mediante o pagamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo (é o mesmo que vender terreno na Lua).
O presidente Lula demonstrou cautela em relação a decisões políticas internacionais. Ele fez uma declaração após Donald Trump confirmar o convite para o Conselho da Paz dos EUA sobre Gaza, mas, que não teria os Palestinos nesse Conselho, inacreditável.
Lula citou a campanha eleitoral americana como exemplo de manipulação digital, enfatizou a necessidade de equilíbrio para decisões ponderadas e afirmou não se deixar influenciar por pressões externas, destacando a delicada situação global devido ao fluxo acelerado de informações.
Equipe do governo Lula desconfia do projeto
A falta de apoio internacional sólido à iniciativa de Trump se tornou o argumento secreto do governo Lula, se ficar claro que o Conselho é um projeto sem a participação de grandes potências europeias, o Brasil poderá recusar o convite sem criar um atrito direto, usando como justificativa a defesa do multilateralismo e da ONU, que aliás, Trump, nunca respeitou ou colaborou, esse Conselho, está sendo chamada de "ONU paralela" por lideranças mundiais.
A aposta é que países como França e Alemanha também resistam, e que, sem tração entre o G7 ou outros parceiros do BRICS, a ideia simplesmente “perca força por si só”.
O Planalto não quer ser o primeiro a dar um “não” para o convite. Prefere esperar para ver se o conselho “vai vingar”, evitando assumir um risco diplomático desnecessário.
Na visão brasileira, se o grupo de Trump for apenas um “clube de aliados”, o lugar do Brasil certamente não será à mesa.
Trump diz a deputados republicanos: “Se não vencermos as eleições de meio de mandato, sofrerei impeachment”, ele sabe que motivos, não faltam, o que os americanos mais detestam, é a INFLAÇÃO, e foi o que ele conseguiu aumentar com o TARIFAÇO.
Olho abaixo (no PDF)
A política de Trump não é “América em primeiro lugar”, mas “eu em primeiro lugar”







