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Eleições podem acabar no 1º turno

Flávio Bolsonaro segue derretendo
Flávio Bolsonaro segue derretendo

A cortina de fumaça montada pela equipe de comunicação e pelas principais lideranças do PL - Partido Liberal, começou a se dissipar por completo. Nos bastidores do Congresso e nas redes bolsonaristas, o roteiro vinha sendo ensaiado com disciplina quase militar:

- Espalhar que a crise eleitoral do senador Flávio Bolsonaro havia sido estancada,

- Vender a narrativa de que o candidato da extrema direita estaria reagindo muito bem e forçar uma sensação artificial de virada com base em supostos “trackings internos” (do inglês track, que significa rastrear ou acompanhar) altamente favoráveis.

No entanto, a realidade demoscópica (é o estudo da opinião, comportamento e tendências de uma população através de sondagens estatísticas), trazida a público nesta quarta-feira, dia 1º destrói o castelo de cartas erguido pela pré-campanha do clã ultrarreacionário.

A nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta um cenário de franco derretimento para o parlamentar, revelando que a dita “atmosfera de otimismo” não passava de pura peça de ficção e manobra desesperada de marketing político. Flávio não se recuperou, não estabilizou sua base e vê a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do PT – Partido dos Trabalhadores se consolidar de forma expressiva no horizonte.

A mentira dos trackings e o choque de realidade da AtlasIntel.

A estratégia do comitê bolsonarista consistia em inflar os ânimos de seus aliados afirmando reservadamente que as pesquisas diárias de monitoramento interno, os chamados trackings, indicavam uma redução drástica na diferença em relação a Lula. Segundo caciques da legenda, os números confidenciais colocavam a disputa em uma situação de empate técnico dentro da margem de erro, superando inclusive os dados oficiais de institutos tradicionais, como o levantamento Datafolha divulgado no último sábado, dia 20, que trazia o atual presidente com 47% das intenções de voto frente a 43% de Flávio.

A simulação, porém, durou pouco. Os dados da AtlasIntel mostram que o discurso performático de otimismo é, na verdade, papo furado para blindar uma candidatura sitiada por escândalos e assolada por uma explosão na rejeição popular.

Em um dos cenários simulados para o primeiro turno, Lula abriu uma vantagem confortável de 10,9 pontos percentuais, obtendo 47,2% das intenções de voto contra apenas 36,3% de Flávio Bolsonaro.

O redesenho das forças políticas fica ainda mais nítido quando analisamos a série histórica apresentada pelo instituto. Entre março e abril deste ano, o senador bolsonarista surfava em uma estabilidade incômoda para o governo, atingindo a marca dos 40% das intenções de voto, de lá para cá, o que se testemunha é uma ladeira contínua: os 40% viraram os atuais 36,3% em junho, registrando um declínio acentuado que caminha na contramão das projeções fantasiosas criadas por seus estrategistas de plantão.

Foto da tão comentada “Noite das Astronautas”.


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