top of page
Jornal Circuito das Águas - SP e Região.png

Fim da Jornada 6x1 aprovada, mas, será que leva

há 6 horas
2 min de leitura
Oposição tentará mudar a regra
Oposição tentará mudar a regra

A 11 dias do segundo turno das eleições presidenciais, o fim da JORNADA (chamada erroneamente de escala) 6x1 é visto como uma das principais vitrines eleitorais do governo Lula na busca pela reeleição. Lula começou a defender a medida no fim do ano passado e, em fevereiro de 2026, incluiu a pauta como prioritária na mensagem presidencial ao Congresso (portanto, não foi decisão as vésperas das eleições).

A proposta foi aprovada com 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário, do senador Hamilton Mourão do Republicanos/RS. A medida garante 2 dias de descanso remunerado por semana e prevê uma transição gradual para as novas regras. Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, em maio, e não houve alterações, a proposta segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional, não passa pelo Presidente da República.

Ao longo da campanha eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro se opôs ao projeto, que chegou a chamar de "oportunista". No dia anterior à votação, porém, o senador afirmou que votaria a favor do fim da 6x1 após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A mudança de postura foi vista por aliados de Lula como uma tentativa de neutralizar o eventual ganho eleitoral que o petista teria com a vitória. Pesquisas de opinião mostram que 7 a cada 10 brasileiros são favoráveis à medida. Segundo o Ministério do Trabalho, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores formais estão sujeitos à jornada 6x1 e, portanto, serão diretamente beneficiados.

A maioria dos partidos orientou suas bancadas a votar a favor da proposta. Somente PL e PP liberaram seus parlamentares.

Países como Finlândia, Austrália e Islândia, que adotam jornadas de trabalho semelhantes, e o Brasil agora se junta a esse grupo. Destacou-se a ausência de Flávio Bolsonaro do PL/RJ e Rogério Marinho do PL/RN na sessão.

Embora a proposta já esteja pronta para ser promulgada, as mudanças na jornada de trabalho não começam a valer em seguida. O texto prevê que a entrada em vigor acontecerá de forma gradual:

- 2 meses após a promulgação, a jornada deve ser reduzida das 44 horas semanais para 42 horas semanais, já com as 2 folgas semanais remuneradas.

Passado mais um ano, essa jornada vai cair para 40 horas semanais, com máximo de oito horas trabalhadas por dia, ou seja, ao longo de uma semana, o trabalhador terá cinco dias no emprego e dois dias de folga, uma delas preferencialmente aos domingos.

A proposta proíbe qualquer redução de salário e rendimentos dos empregados. Isso vale para ganhos nominais, proporcionais e para pisos salariais de todas as categorias.

Setores da oposição tentaram pautar medidas alternativas. O senador Rogério Marinho chegou a apresentar uma proposta paralela, que visava flexibilizar a jornada por HORAS TRABALHADAS, permitindo o pagamento proporcional e contratos individuais sobrepondo-se aos acordos coletivos. No entanto, esse modelo não prosperou frente ao avanço e à aprovação massiva da PEC principal, embora, estejam articulando na nova formação do Congresso, quando terão maioria nas 2 casas, daí sim, os trabalhadores podem correr risco, querem alterar para pagar por hora.


up-arrow.png
bottom of page