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Brasil - Câmara aprova anistia light a golpistas

pena de Bolsonaro cai para 3 anos preso


Foi uma sessão marcada por autoritarismo, violência física e cerceamento da imprensa, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, dia 10, às 2h26 (madrugada), o texto-base do chamado PL da Dosimetria, projeto que reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de Estado. A medida, patrocinada pelo CENTRÃO e comandada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta do Republicanos/PB, abre caminho para que o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por comandar a trama golpista, deixe a prisão em cerca de 3 anos, mas, não livre, apenas cumprir a condenação em regime semiaberto ou aberto, segundo juristas.

Apesar de o CLÃ, insistir há meses na anistia, o projeto aprovado trata apenas de reduzir penas — embora, na prática, isso equivalha a um benefício direto aos golpistas, inclusive ao próprio ex-presidente, sempre diziam que só aceitariam a ANISTIA, parece que tiveram que aceitar essa proposta, pois, mais de 63% da população é CONTRA A ANISTIA, e em véspera de eleições, “nenhum desses parlamentares, querem ficar sujo na rodinha”, perder a reeleição.

Reunião de Flávio com presidentes de partidos do CENTRÃO e do PL que fez o sonho de Flávio Bolsonaro acabar, líderes de partidos como PP, UNIÃO BRASIL e REPUBLICANOS, convidaram o senador Flávio Bolsonaro do PL/RJ para discutir o cenário eleitoral de 2.026, mas o encontro expôs as fragilidades da pré-candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciada na sexta-feira anterior como uma escolha direta do pai. A ausência de alguns caciques partidários, como o presidente do REPUBLICANOS, Marcos Pereira, e a relutância dos presentes em endossar imediatamente o nome sinalizaram uma recepção fria, com dirigentes optando por consultar suas bases antes de qualquer compromisso, pesquisas recentes, como o Datafolha divulgado na quinta-feira, dia 4, mostram Flávio com o pior desempenho entre nomes da direita em um hipotético 2º turno contra o presidente Lula do PT, ficando 15 pontos atrás, um resultado inferior ao do pai na eleição de 2.022, e particularmente fraco nas regiões Norte e Nordeste, onde a rejeição ao bolsonarismo pesa demais. Sua taxa de rejeição supera a de governadores da direita, como Tarcísio do REPUBLICANOS e Romeu Zema do NOVO.

Jair Bolsonaro cumpre pena na superintendência da PF - Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro, após ter violado a tornozeleira eletrônica, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a decretar prisão preventiva ao considerar tentativa de fuga.

A proposta segue agora ao Senado, onde Davi Alcolumbre, do União/AP afirmou que pretende votá-la ainda neste ano.

Houve muita controvérsia entre o presidente da Câmara, que havia informado que a sessão de terça-feira votaria pautas da agenda econômica do governo, as críticas se concentraram na decisão de Motta de anunciar uma pauta não combinada, movimento que, segundo parlamentares, desencadeou um clima de ruptura entre as bancadas, o clima mudou drasticamente quando, Motta colocou em votação o projeto da dosimetria, e os processos de cassação dos deputados Glauber Braga e Carla Zambelli. Para os líderes, a guinada de última hora desestabilizou o acordo construído.

As leis, tem que ter o critério da IMPESSOALIDADE e não destinada a um grupo de pessoas, portanto, está sujeita ao julgamento de inconstitucionalidade pelo STF.

Enquanto isso, o PP – Partido Progressista, veta candidatura do Senador Sérgio Moro ao governo do Paraná em 2.026; Moro alega “imposição arbitrária”.

A cúpula do PP no Estado se reuniu em Curitiba com a presença do presidente nacional da legenda, o senador Ciro Nogueira do PP/PI, que endossou o veto ao ex-juiz da Lava Jato, “o partido no Paraná não irá homologar o nome do candidato Moro, dos 27 estados, este é o mais importante diretório, mas é o único que ainda está tendo essa discussão”, disse ao sair do encontro.

Em tempo: Nesta 4ª feira, dia 11, o ministro do STF Alexandre de Moraes – XERIFE XANDÃO, como é chamado, anulou a decisão da Câmara dos Deputados e decretou a perda imediata do mandado da deputada Carla Zambelli.


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