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Brasil – “Operação Sem Desconto”

Polícia Federal cumpre 63 buscas

e apreensões e 10 mandados prisão


A PF - Polícia Federal e a CGU - Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira, dia 13 mais uma fase da “Operação Sem Desconto”, que investiga o esquema bilionário de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS - Instituto Nacional do Seguro Social.

Auditores da CGU e Policiais Federais, cumpriram 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão nos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal, entre os alvos de prisão nesta fase estão servidores públicos do INSS, empresários e lobistas.

Os crimes investigados, são de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

A Polícia Federal prendeu o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, na manhã do dia 13, na nova fase da “Operação Sem Desconto”. Nos governos de Jair Bolsonaro, do PL e de Lula, do PT, 4 diretores de Benefícios do INSS foram os responsáveis por assinar os principais convênios com entidades suspeitas nesse período.

Nos anos do governo Bolsonaro, ao menos 4 diretores de Benefícios passaram pelo INSS. Juntos, eles assinaram convênios com ao menos 12 entidades que efetuaram descontos no valor total de R$ 2,1 bilhões.

Já no governo Lula, foram 3 diretores de Benefícios, sendo um deles ainda nomeado na época de Bolsonaro, assinaram 18 convênios, mas que descontaram bem menos, R$ 235 milhões.

No governo Bolsonaro (2018 a 2022), José Carlos Oliveira era o responsável da diretoria de Benefícios, com a ida para a presidência do INSS, em novembro de 2021, quem assumiu foi Sebastião Faustino de Paula, responsável por assinar ao menos 4 convênios com entidades que descontaram ao menos R$ 757 milhões de aposentados e pensionistas, Edson Yamada, foi quem substituiu Sebastião Faustino na diretoria, ele ficou de junho de 2022 até fevereiro de 2023 (início do governo Lula). Embora tenha ficado nos primeiros meses do governo Lula, Yamada é ligado ao ex-ministro de Bolsonaro, José Carlos Oliveira, ambos, são sócios em uma empresa e aparecem em relatórios da PF sobre transações suspeitas relacionadas a Cícero Marcelino, apontado como operador da CONAFER.

No governo Lula, assumiu André Fidelis, nomeado em fevereiro de 2023 e demitido em julho de 2024.


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